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História Existem relatos de casos de prosopagnosia desde a antiguidade, mas foi um relato de Bodamer (1947) sobre dois indivíduos que se tornou um marco nesta área. O autor descreveu amplamente os seus sintomas, que afirmou serem diferentes da agnosia. Ele referiu-se à sua condição como prosopagnosia, que advém da combinação da palavra grega para rosto (prosopon) com o termo médico para perturbações do reconhecimento (agnosia). Desde essa altura, mais de uma centena de casos foram publicados. Sintomas de Prosopagnosia Toda a gente tem, às vezes, problemas em reconhecer rostos, e ainda é mais comum haver dificuldades em lembrar nomes de outras pessoas. A prosopagnosia é muito mais severa do que estes problemas que toda a gente pode ter no seu dia-a-dia. As pessoas com prosopagnosia têm frequentemente dificuldades em reconhecer pessoas que já encontraram muitas vezes. Em casos extremos, têm mesmo dificuldades em reconhecer as pessoas com quem passam a maior parte do tempo, como os seus companheiros ou os seus filhos. Um dos sinais cruciais da prosopagnosia é uma maior dependência na informação não-facial, como o cabelo, o modo de andar, a roupa, a voz ou outras informações. As pessoas com prosopagnosia têm por vezes dificuldades em imaginar como é a cara dos seus conhecidos. Uma das queixas mais frequentes é a existência de problemas em acompanhar programas de televisão ou filmes, porque não conseguem seguir a identidade das personagens. Causas de Prosopagnosia A maior parte dos casos documentados de prosopagnosia diz respeito a situações em que a perturbação resultou de lesões cerebrais já na maturidade, devidas a traumatismo cranioencefálico, acidentes vasculares ou doenças degenerativas. Estes são exemplos de prosopagnosia adquirida – esses indivíduos tinham capacidades normais no reconhecimento de rostos que foram afectadas. É provável que mais casos de prosopagnosia adquirida tenham sido publicados devido a duas razões. Primeiro, estas pessoas notam obviamente as suas dificuldades, uma vez que reconheciam normalmente os rostos no passado, e rapidamente se apercebem do seu défice. Segundo, uma vez que estas pessoas sofreram lesão cerebral, elas estão em contacto com médicos que avaliaram as suas capacidades quanto ao reconhecimento de rostos. (Por favor, se você experimentou um notável declínio na sua capacidade em reconhecer rostos, deve contactar um neurologista imediatamente. Um declínio rápido pode indicar a presença de uma condição que merece atenção imediata.) Pelo contrário, nos casos de prosopagnosia desenvolvimental, o começo da prosopagnosia foi anterior ao crescimento da capacidade normal de reconhecer rostos (os níveis adultos da capacidade de reconhecer rostos são atingidos durante a adolescência). O conceito de prosopagnosia desenvolvimental tem sido usado para se referir a indivíduos cuja prosopagnosia tem natureza genética, a indivíduos que sofreram lesão cerebral antes de terem experiência com rostos (lesões cerebrais pré-natais ou perinatais), e a indivíduos que sofreram lesões cerebrais ou problemas visuais graves durante a infância. Contudo, estas etiologias deveriam ser diferenciadas, uma vez que há várias causas que podem levar à prosopagnosia que, provavelmente, convergem em tipos de défice diferentes. Deste modo, as referidas etiologias poderiam ser antes consideradas como prosopagnosia genética, prosopagnosia pré-experiencial e prosopagnosia pós-experiencial, respectivamente. Em alguns casos, pode ser difícil determinar a causa da prosopagnosia, mas muitas vezes as pessoas sabem se têm familiares com a mesma perturbação, ou sabem de potenciais incidentes que possam ter resultado em lesão cerebral. Muitas vezes, os indivíduos com prosopagnosia desenvolvimental não se apercebem que não reconhecem tão bem rostos como os outros indivíduos. Uma vez que nunca reconheceram rostos normalmente, o seu défice não é evidente para eles próprios. É também difícil para eles se aperceberem da sua perturbação, uma vez que os indivíduos com normal capacidade para reconhecerem rostos raramente discutem a sua dependência nos rostos para reconhecer alguém. Consequentemente, há muitas pessoas que não se aperceberam da sua prosopagnosia até à idade adulta. Temos sido contactados por mais pessoas com prosopagnosia desenvolvimental do que adquirida, sendo então possível que a primeira condição seja mais comum do que a segunda. Explicações
Questões para investigação O conhecimento sobre a prosopagnosia é actualmente ainda muito limitado, e por isso há muitas questões que necessitam de ser investigadas. Algumas das questões mais relevantes são:
Qual é a natureza dos procedimentos que estão modificados na prosopagnosia? Procuram-se participantes em investigação A principal razão pela qual existe um tão reduzido conhecimento acerca da prosopagnosia é que poucos casos foram extensamente investigados. Isto é especialmente verdade para prosopagnosia desenvolvimental. Recentemente, contudo, a internet tornou muito mais fácil o contacto entre pessoas com prosopagnosia e investigadores, e por isso parece provável que haja um aumento da investigação nesta área, num futuro próximo.
Além de fornecer dados muito importantes para a investigação em prosopagnosia, as pessoas com prosopagnosia costumam achar que ganham um maior conhecimento sobre a sua condição quando são testadas. Por exemplo, nós avaliamos capacidades de reconhecimento com variados tipos de objectos (cavalos, flores, carros, etc.), e testamos outros tipos de capacidades de processamento de rostos Atenção recente dos media
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